terça-feira, 11 de agosto de 2009
Um desenho
Um espirito...um desenho...uma página....um ponto final ou talvez um recomeço por entre as paredes da minha alma...nada mais bonito do que desenhar um circulo ainda por fechar. E se a vida fosse apenas um paradigma? E se o mundo fosse apenas um rodopio de miragens mal desenhadas....talvez tudo seja mais belo, menos perfeito e por si só único se pintar a lápis de côr os paradigmas da vida. As incongruências dos segundos abismais que constam em mim são bem mais solitários que outrora. Tudo é tão vazio, mas ao mesmo tempo tão libertador...Tudo é pouco surpreendente demais, é pouco enigmático...nada dá côr aos meus olhos. Sonhei com uns lábios doces, com um olhar sincero....mas nada mais frio do que perceber que esses lábios não existem, esses olhares jamais nasceram para se aproximar de mim. Talvez seja eu que não deixe aproximar, talvez seja eu que sinta a dor de me magoar. Por passados dolorosos tenho de me declarar à solidão. Preciso de uma borracha para me purificar, para me inundar de caminhos novos....Custa-me sair do mesmo buraco, sinto-me perdida no tempo absorvendo as dores de mim própria. Sinto que ninguém me pode ajudar. É dificil demais sair deste escuro...
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Linhas sem nome
Linhas de uma musa inspiradora...linhas surrealistas, transversais, cruzadas ou talvez juntas demais...soberbos são aqueles que tentaram rodopiar no meu campo de conhecimento e apenas se desfizeram em papelinhos tão redutores como estes que navegam nas circunstâncias abismais desta mesa...descansando os olhos....fechando os templos da minha mente, percebo como conheci a dura realidade da vida....não há sentimentos, não há fidelidades, não há união....não existe vida digna....tudo isso pertence ao século passado....Aqui, em mim, descansei numa luz qualquer sem vida e sem côr. De repente, no meio de tantos carrinhos de linhas, fiz e desfiz novelos multicolores, tentando definir quem me rodeia. O individualismo e o desânimo aprendido é algo de galopante nos jovens de hoje. A juventude está desacreditada, será que deveria ficar também? Talvez deva ficar também....Era bom que assim fosse, passaria sempre à margem de tudo, seria mais um número redondo em qualquer sitio....que comódo que seria não? Agora, irei pedir o descanso eterno e pedir ao tempo que páre e não mais evolua....preciso reflectir no meu mundo e em todos os mundos.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
sábado, 13 de junho de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Página de Sabedoria
Virar uma página de sabedoria é como voar no tempo da memória...Reconhecer que o tempo passou e tudo mudou...Hoje, o tempo é mais forte, mais amplo, transparente como água....
Derrubei um copo de água e vislumbrei um ninho harmonioso...Sorri em frente não mais olhei para trás...lutei tanto que agora apenas construi um lugar para descansar....
Olhei o mar transparente e decidi correr em direcção à luz...
Mudei de rumo...E porque às vezes é preciso mudar....Ganhei coragem para construir uma longa caminhada de mudança....Sei que vou precisar de ensinamentos dos sábios....e com eles vou atingir a segurança...
Derrubei um copo de água e vislumbrei um ninho harmonioso...Sorri em frente não mais olhei para trás...lutei tanto que agora apenas construi um lugar para descansar....
Olhei o mar transparente e decidi correr em direcção à luz...
Mudei de rumo...E porque às vezes é preciso mudar....Ganhei coragem para construir uma longa caminhada de mudança....Sei que vou precisar de ensinamentos dos sábios....e com eles vou atingir a segurança...
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Sonhos em pedaços
Sonhos e pedaços de um caminho outrora delineado. Fragmentado é o tempo que desenhei na areia e nas brisas do mar. Horizontes que desenhei só para me sentir segura. Continuei lutando contra as marés, tentando perceber se este é o meu caminho. De nada me arrependo mas, às vezes não me apetece dar um passo. Pensei que o mundo da psicologia fosse preencher-me na sua totalidade. Agora, sentada num banco de jardim, vejo que a psicologia é apenas mais um percurso. Gostava de descobrir o meu mundo, aquele onde provalvelmente conhecerei o meu ser preenchido de pedaços unidos e não fragmentados. Sinto-me feliz aninhada a estas linhas de escrita. Porventura, não sei onde surge o meu verdadeiro eu, apenas sei que aninhada a vós sinto-me tranquila.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Copo na mesa
Um copo na mesa, um pingo no espelho...um olhar no horizonte...uma luz ao fundo do túnel e um corpo perdido, soprado pelo vento...aninhada a mim, a ti, ao nós e ao vós...vejo como cresci num porto seguro mas com poucas pontes....poucas pontes que seguram a solidão e tornam fortes as raizes que crescem....nada mais belo do que rodopiar por entre o veludo acetinado do véu ancestral que anseio vislumbrar.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Desapareci no tempo
Desapareceu para sempre e não mais voltou....sem regresso por aqui me fico...esperando que surjas no meu caminho ou talvez não.....incansável e incompreensível somos todos nós...apenas porque não vi o caminho nem a luz ao fundo do túnel...transpareci nas mágoas de querer ser triste, banhada de salitre que jamais larga o corpo cansado, vislumbro um paradigma que não quis construir mas que se personificou a meu lado, num qualquer recanto sombrio e fulcralmente arrebatador....nada mais a dizer...só vejo o fim do inicio e o inicio do fim....e os contornos de me magoar por entre as margens dos rios mais perigosos que já conheci....
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Em busca da Flor
Quero uma Flor para repousar a alma e adormecer os dias...Dias que foram sedentos de longos momentos perdidos nos pântanos que trespassam os caminhos vizinhos. Não mais quero conhecer esses falsos ouros e essas falsas belezas tresmelhadas por entre os montes salpicados de ventosas que tardam em ser desnificadas. Construo aqui palavras loucas, caminhando por entre gritos que nunca quis ouvir nem pronunciar. Por agora o silêncio reina, porque nestas linhas estou no meu divã psicanalítico e nada mais há a criar. Nos momentos seguintes vou descansar os olhos, a alma e não vou mais chorar as perdas, as desventuras e os caminhos dificieis que tenho conhecido. Aceito que a vida não me tem sido fácil, se escolhesse o sono eterno objectivamente conheceria o sossego eterno, estaria de certo longe de ti, de mim própria, de todos nós e de todos vós.
Nada mais havendo a declarar vou hibernar....até ao raiar do sol.
Nada mais havendo a declarar vou hibernar....até ao raiar do sol.
Respirar a vida e a dor
Respirei em frente ao mar, dimensionando o tempo...Mas o tempo porventura parou, cansei-me de ver o sofrimento no olhar dos que me rodeiam. Voltei a parar, voltei a chorar, voltei a sorrir sem côr e desfiz o tempo das palavras com o tempo dos ponteiros do relógio. Peguei numa folha e rasguei todos o pedacinhos da minha alma, sem medo de jamais os poder unir. O medo de os unir foi maior do que a separação nua e crua. Simplesmente, vejo que foi necessário cortar a minha alma aos pedacinhos para perceber a importância de crescer em segurança. O medo de não conseguir sobreviver é forte demais. Mas com o medo viverei eternamente lutando. Se não tiver medo não sonharei com asas de querer alcançar a paz e a saúde.
O amor.... esse sentir nunca sentido...sempre soube como o desenhar mas nunca lhe toquei, talvez a vida ainda não me tenha mostrado seres fundidos e trespassados por puros sentimentos.
Hoje, sonhei com o mar, com as doces ondas do mar mas apenas vi a dor...a dor da solidão e dos momentos que ansiei tocar....e que noutros momentos a vida quis apagar.
Amanhã quererei dizer que consegui ultrapassar tudo, que lutei e consegui vencer, hoje apenas sei dizer que estou sempre a perder. Perder porque os olhos cansam-me e porque as mãos teimam em ficar preplexas perante tanta falta de coerência.
Queria dizer algo mais, pensar que os afectos existem mesmo, e que nasci num mundo diferente, mas o meu racicionio falha-me e tudo à minha volta bloqueia e nada progride, por isso aqui apenas sei dizer que não sei o que é amar, o que são os afectos. Só sei dizer que me sinto diferente, a corroer-me pelas lágrimas que teimam em percorrer e encher todo o meu corpo de salitre impregnado, elevando à alma pura, a solidão e a dor de viver por falta de identificação.
Hoje não tenho nome, não tenho alma, tenho dor e côr de uma vida cansada e amarga. A vida é dura e muito dificil, nada mais vislumbro.
Á noite vou pedir clemência por um paraíso melhor. E sei que tudo vai mudar. Porque eu sou assim mesmo, mudo de humores e o meu ânimo melhora com pequenas mudanças positivas: (passagem do dia para a noite, passagem de estação para estação, ou um simples gesto de um amigo aperfeiçoa todo o meu coração doloroso).
....não sei o que escrever mais....só sei que esta é a recta final.
O amor.... esse sentir nunca sentido...sempre soube como o desenhar mas nunca lhe toquei, talvez a vida ainda não me tenha mostrado seres fundidos e trespassados por puros sentimentos.
Hoje, sonhei com o mar, com as doces ondas do mar mas apenas vi a dor...a dor da solidão e dos momentos que ansiei tocar....e que noutros momentos a vida quis apagar.
Amanhã quererei dizer que consegui ultrapassar tudo, que lutei e consegui vencer, hoje apenas sei dizer que estou sempre a perder. Perder porque os olhos cansam-me e porque as mãos teimam em ficar preplexas perante tanta falta de coerência.
Queria dizer algo mais, pensar que os afectos existem mesmo, e que nasci num mundo diferente, mas o meu racicionio falha-me e tudo à minha volta bloqueia e nada progride, por isso aqui apenas sei dizer que não sei o que é amar, o que são os afectos. Só sei dizer que me sinto diferente, a corroer-me pelas lágrimas que teimam em percorrer e encher todo o meu corpo de salitre impregnado, elevando à alma pura, a solidão e a dor de viver por falta de identificação.
Hoje não tenho nome, não tenho alma, tenho dor e côr de uma vida cansada e amarga. A vida é dura e muito dificil, nada mais vislumbro.
Á noite vou pedir clemência por um paraíso melhor. E sei que tudo vai mudar. Porque eu sou assim mesmo, mudo de humores e o meu ânimo melhora com pequenas mudanças positivas: (passagem do dia para a noite, passagem de estação para estação, ou um simples gesto de um amigo aperfeiçoa todo o meu coração doloroso).
....não sei o que escrever mais....só sei que esta é a recta final.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Palavras Soltas
Não me canso de viver. Mas canso-me daqueles que insistem em caminhar por entre os pântanos mais perigosos. Apetece-me dormir, não tenho sede, apenas vislumbro uma sociedade com a qual não me identifico.
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