quinta-feira, 7 de maio de 2009
Desapareci no tempo
Desapareceu para sempre e não mais voltou....sem regresso por aqui me fico...esperando que surjas no meu caminho ou talvez não.....incansável e incompreensível somos todos nós...apenas porque não vi o caminho nem a luz ao fundo do túnel...transpareci nas mágoas de querer ser triste, banhada de salitre que jamais larga o corpo cansado, vislumbro um paradigma que não quis construir mas que se personificou a meu lado, num qualquer recanto sombrio e fulcralmente arrebatador....nada mais a dizer...só vejo o fim do inicio e o inicio do fim....e os contornos de me magoar por entre as margens dos rios mais perigosos que já conheci....
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Em busca da Flor
Quero uma Flor para repousar a alma e adormecer os dias...Dias que foram sedentos de longos momentos perdidos nos pântanos que trespassam os caminhos vizinhos. Não mais quero conhecer esses falsos ouros e essas falsas belezas tresmelhadas por entre os montes salpicados de ventosas que tardam em ser desnificadas. Construo aqui palavras loucas, caminhando por entre gritos que nunca quis ouvir nem pronunciar. Por agora o silêncio reina, porque nestas linhas estou no meu divã psicanalítico e nada mais há a criar. Nos momentos seguintes vou descansar os olhos, a alma e não vou mais chorar as perdas, as desventuras e os caminhos dificieis que tenho conhecido. Aceito que a vida não me tem sido fácil, se escolhesse o sono eterno objectivamente conheceria o sossego eterno, estaria de certo longe de ti, de mim própria, de todos nós e de todos vós.
Nada mais havendo a declarar vou hibernar....até ao raiar do sol.
Nada mais havendo a declarar vou hibernar....até ao raiar do sol.
Respirar a vida e a dor
Respirei em frente ao mar, dimensionando o tempo...Mas o tempo porventura parou, cansei-me de ver o sofrimento no olhar dos que me rodeiam. Voltei a parar, voltei a chorar, voltei a sorrir sem côr e desfiz o tempo das palavras com o tempo dos ponteiros do relógio. Peguei numa folha e rasguei todos o pedacinhos da minha alma, sem medo de jamais os poder unir. O medo de os unir foi maior do que a separação nua e crua. Simplesmente, vejo que foi necessário cortar a minha alma aos pedacinhos para perceber a importância de crescer em segurança. O medo de não conseguir sobreviver é forte demais. Mas com o medo viverei eternamente lutando. Se não tiver medo não sonharei com asas de querer alcançar a paz e a saúde.
O amor.... esse sentir nunca sentido...sempre soube como o desenhar mas nunca lhe toquei, talvez a vida ainda não me tenha mostrado seres fundidos e trespassados por puros sentimentos.
Hoje, sonhei com o mar, com as doces ondas do mar mas apenas vi a dor...a dor da solidão e dos momentos que ansiei tocar....e que noutros momentos a vida quis apagar.
Amanhã quererei dizer que consegui ultrapassar tudo, que lutei e consegui vencer, hoje apenas sei dizer que estou sempre a perder. Perder porque os olhos cansam-me e porque as mãos teimam em ficar preplexas perante tanta falta de coerência.
Queria dizer algo mais, pensar que os afectos existem mesmo, e que nasci num mundo diferente, mas o meu racicionio falha-me e tudo à minha volta bloqueia e nada progride, por isso aqui apenas sei dizer que não sei o que é amar, o que são os afectos. Só sei dizer que me sinto diferente, a corroer-me pelas lágrimas que teimam em percorrer e encher todo o meu corpo de salitre impregnado, elevando à alma pura, a solidão e a dor de viver por falta de identificação.
Hoje não tenho nome, não tenho alma, tenho dor e côr de uma vida cansada e amarga. A vida é dura e muito dificil, nada mais vislumbro.
Á noite vou pedir clemência por um paraíso melhor. E sei que tudo vai mudar. Porque eu sou assim mesmo, mudo de humores e o meu ânimo melhora com pequenas mudanças positivas: (passagem do dia para a noite, passagem de estação para estação, ou um simples gesto de um amigo aperfeiçoa todo o meu coração doloroso).
....não sei o que escrever mais....só sei que esta é a recta final.
O amor.... esse sentir nunca sentido...sempre soube como o desenhar mas nunca lhe toquei, talvez a vida ainda não me tenha mostrado seres fundidos e trespassados por puros sentimentos.
Hoje, sonhei com o mar, com as doces ondas do mar mas apenas vi a dor...a dor da solidão e dos momentos que ansiei tocar....e que noutros momentos a vida quis apagar.
Amanhã quererei dizer que consegui ultrapassar tudo, que lutei e consegui vencer, hoje apenas sei dizer que estou sempre a perder. Perder porque os olhos cansam-me e porque as mãos teimam em ficar preplexas perante tanta falta de coerência.
Queria dizer algo mais, pensar que os afectos existem mesmo, e que nasci num mundo diferente, mas o meu racicionio falha-me e tudo à minha volta bloqueia e nada progride, por isso aqui apenas sei dizer que não sei o que é amar, o que são os afectos. Só sei dizer que me sinto diferente, a corroer-me pelas lágrimas que teimam em percorrer e encher todo o meu corpo de salitre impregnado, elevando à alma pura, a solidão e a dor de viver por falta de identificação.
Hoje não tenho nome, não tenho alma, tenho dor e côr de uma vida cansada e amarga. A vida é dura e muito dificil, nada mais vislumbro.
Á noite vou pedir clemência por um paraíso melhor. E sei que tudo vai mudar. Porque eu sou assim mesmo, mudo de humores e o meu ânimo melhora com pequenas mudanças positivas: (passagem do dia para a noite, passagem de estação para estação, ou um simples gesto de um amigo aperfeiçoa todo o meu coração doloroso).
....não sei o que escrever mais....só sei que esta é a recta final.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Palavras Soltas
Não me canso de viver. Mas canso-me daqueles que insistem em caminhar por entre os pântanos mais perigosos. Apetece-me dormir, não tenho sede, apenas vislumbro uma sociedade com a qual não me identifico.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
Sem palavras...a lovely song
Pensando nos nossos tempos de juventude
Só existiamos nós
Éramos jovens, selvagens e livres
Agora nada pode manter-te longe de mim
Já passamos por isso antes
Mas agora já acabou
E tu continuas chamando-me para mais
refrão
Bébé, tu és tudo o que eu quero
E quando tu está nos meus braços
Quase não consigo acreditar
Que estamos no paraíso
E amor é tudo o que eu preciso
E encontrei-o no teu coração
Não é tão difícil de ver
Que estamos no paraíso
Oh - só uma vez na vida tu encontras alguém
que vira a tua vida dos pés à cabeça
que te anima quando tu estás mal
Agora nada poderia mudar o que tu significas pra mim
Há muita coisa a dizer
Mas apenas abraça-me
Pois nosso amor irá iluminar o caminho
refrão
Esperei tanto tempo
Para que algo acontecesse
para o amor chegar
Agora nossos sonhos tornam-se reais
na felicidade e na tristeza
Estarei lá contigo
Só existiamos nós
Éramos jovens, selvagens e livres
Agora nada pode manter-te longe de mim
Já passamos por isso antes
Mas agora já acabou
E tu continuas chamando-me para mais
refrão
Bébé, tu és tudo o que eu quero
E quando tu está nos meus braços
Quase não consigo acreditar
Que estamos no paraíso
E amor é tudo o que eu preciso
E encontrei-o no teu coração
Não é tão difícil de ver
Que estamos no paraíso
Oh - só uma vez na vida tu encontras alguém
que vira a tua vida dos pés à cabeça
que te anima quando tu estás mal
Agora nada poderia mudar o que tu significas pra mim
Há muita coisa a dizer
Mas apenas abraça-me
Pois nosso amor irá iluminar o caminho
refrão
Esperei tanto tempo
Para que algo acontecesse
para o amor chegar
Agora nossos sonhos tornam-se reais
na felicidade e na tristeza
Estarei lá contigo
sexta-feira, 3 de abril de 2009
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Para ti....sui generis
Hoje desejo sonhar com o brilho do teu corpo, mesmo não sabendo quem és....desejo apenas sonhar. Talvez num sonho, numa miragem me ilumines a alma e me faças descansar em teus braços. Não sei quem és, não sei quem foste e não sei quem serás. Apenas sei que me fazes bem por estares ai. Fazes-me sonhar, e preenches-me o mapa do meu corpo com tudo o que há de mais belo - o incógnito, o anonimato. Não sei o teu nome, a tua idade, não sei onde me espreitas, não sei nada de ti. Apenas sei que existes e fazes-me pensar que um dia poderei conhecer esse lado tão estranho do coração - o Amor.
segunda-feira, 30 de março de 2009
NERUDA
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
sábado, 28 de março de 2009
Para ti anónimo: "Sonhando acordada com o teu olhar misterioso"
Senti o teu olhar vibrante, atemorizado por sentir algo mais que uma simples amizade. Na verdade parece ser tudo tão recente e tu com receio de te magoares ou de traçares para mim caminhos de escuridão, aninhaste-te no anonimato. No outro dia, senti o teu tremor das mãos, o teu olhar quase evasor da minha alma mas, simplesmente com receio de quebrar o teu encantamento desviei-me um pouco. Dá-me um sinal puro, ainda que redutor da tua alma e faz-me sonhar contigo. Talvez o medo que permanece em ti, não seja absurdamente só teu. Não somos assim tão diferentes. Poderemos até ser de faculdades diferentes, de cursos diferentes, podemos até ter maturidades muito dispares, porventura até idades que nos distanciam mas, no fundo trocámos olhares ;) Em troca de uma pequena pista tua, ofereço-te um poema ou talvez um lindo pôr-do-sol.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Será esta a definição adequada?
"Nós somos o que quisermos se o quisermos ser. Esta é a definição do livre-arbitrio que nos é conferida por inerência à nossa existência".
by a friend
by a friend
Uma reflexão simples mas complexa
"As outras pessoas pensam o que nós permitimos pensar. Por vezes deixamos os nossos medos apoderarem-se do nosso bom senso. Como tal, a percepção da realidade fica um pouco afectada pelos nossos fantasmas. Nos dias de hoje, quase nem a nossa alma é livre dado os ecos de uma sociedade que estigmatiza utilizando alguns instrumentos tais como: padrões de vida. O próprio conceito do certo e do errado faz com que muitas vezes não tenhamos tempo para pensar em nós próprios. A sociedade com os seus padrões éticos é que nos diz no que devemos pensar e em que altura o fazer. Resumindo: estou bem com o meu mundo."
by a friend
by a friend
Assinar:
Postagens (Atom)